SittaxCast #17 - Contador 2026: CBS/IBS, NFS e clientes impacientes

O contador, em 2026, será protagonista de uma das maiores transformações tributárias da história recente do Brasil. Com a chegada do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), entre outras mudanças, a Reforma Tributária exigirá novas estruturas.

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Não são apenas as regras que foram atualizadas. A Reforma altera o modelo mental das operações, a emissão de notas fiscais, traz mudanças profundas no regime de créditos e um nível de digitalização que redefine processos, responsabilidades e a própria rotina contábil.

Não se engane: a agilidade e o uso da tecnologia não serão mais opcionais.

Neste artigo, você entenderá as mudanças mais relevantes da Reforma Tributária e seus principais desdobramentos para o contador em 2026.

Por que a Reforma Tributária é disruptiva para o contador em 2026

A Reforma Tributária atual é chamada de disruptiva porque altera a lógica fundamental de funcionamento do sistema brasileiro. Ela simplifica tributos, padroniza processos e reduz brechas, mas faz isso a partir de uma mudança estrutural profunda no fluxo de consumo e de registro fiscal. Uma transformação que afetará diretamente o trabalho do contador em 2026.

Para simplificar, estes são os dois pilares centrais da Reforma Tributária:

  • Imposto sobre Bens e Serviços (IBS):
    Substitui ICMS e ISS
  • Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS):
    Substitui PIS e COFINS

Ambos seguem o modelo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em mais de 170 países. Esse novo formato demanda padronização, velocidade e rastreabilidade digital, três elementos que mudam totalmente o trabalho contábil.

 

Mas por que tanto se fala da Reforma como uma virada da “água para o vinho”? Podemos elencar alguns motivos:

  1. Altera décadas de estrutura tributária;
  2. Exige novos layouts de nota fiscal e XML;
  3. Impõe nova lógica de créditos: sem pagamento → sem crédito;
  4. Obriga a formalização digital de praticamente toda transação;
  5. Traz prazos curtos e sucessivas regulamentações.

Primeiros impactos: o que muda em janeiro

Uma das mudanças imediatas é a necessidade de que todas as notas fiscais emitidas a partir de janeiro, obrigatoriamente para empresas do Lucro Presumido e Real, contemplem os campos de CBS e IBS.

Isso exige:

  • Adequação dos ERPs (TOTVS, SAP, Domínio etc);
  • Calibração de integrações;
  • Compatibilidade do XML;
  • Testes operacionais prévios.

Se o seu escritório ou a empresa não estiver com os sistemas prontos, você não conseguirá emitir notas,  o que paralisa faturamento e cria ruído direto com o cliente. Essa é uma preocupação central para qualquer contador em 2026 que deseja se manter competitivo!

E de acordo com o Dr. Leandro Lordelo Lopes, durante o SittaxCast 17, muitos contadores ainda estão esperando a virada do ano para começar a agir, o que é um erro grave. Quem deixar para janeiro literalmente “morre na praia”.

Nova lógica de créditos tributários: ponto mais sensível da Reforma Tributária

Este é um dos pontos mais disruptivos e um dos maiores desafios para o contador em 2026. Hoje, basta registrar a nota fiscal e o crédito é apropriado na entrada. O pagamento financeiro não interfere no direito fiscal.

Com a Reforma, a regra muda: o crédito ficará condicionado ao efetivo recolhimento do imposto.

Para garantir isso, entra em cena o Split Payment (Pagamento Dividido), em que o imposto é retido automaticamente na liquidação financeira. Para escritórios de contabilidade, o impacto é brutal: o fiscal e o financeiro terão que andar de mãos dadas.

Haverá um aumento massivo de conferência e conciliação bancária, e, caso o pagamento não seja vinculado corretamente à nota, o crédito não será liberado. O contador em 2026 não fiscalizará apenas documentos, mas terá de monitorar o fluxo financeiro para garantir a apuração correta.

Aumento no volume de documentos fiscais

Como mencionado durante o SittaxCast 17, as estimativas apontam mais de 70 bilhões de documentos fiscais digitalizados. E um volume grande como esse exige, sobretudo, preparo e tecnologia:

  1. Automação;
  2. Leitura inteligente de XMLs;
  3. Sistemas que evitem o retrabalho;
  4. Processos contábeis maduros;
  5. Integração contínua entre ERPs e plataformas digitais.

Antes, o contador era responsável por registrar, lançar, conferir, gerar guias e cumprir obrigações. Há quem diga que ele era quase como um “funcionário do governo”.

Para 2026, o contador passa a ser estrategistaconsultor tributárioplanejadorintegrador tecnológico e, principalmente, um parceiro consultivo do cliente.

Isso acontece porque a complexidade exige decisões inteligentes, não apenas execução. Empresas precisarão de orientação sobre fornecedores, compras e créditos tributários, afinal, o cliente só confia em quem domina a Reforma Tributária.

Contador 2026

Pontos de atenção para empresários contábeis

A Reforma Tributária não é um evento pontual. É uma transição longa, com etapas que vão de 2026 até 2033 para as empresas. Já nos bastidores do setor público (Estados e Municípios), a transição federativa para distribuição da receita vai durar 50 anos, até 2078. O motivo? Para que não percam receita.

Para o contador, a virada de chave começa em 2026 e exige adaptação imediata:

Não esperar janeiro

A janela de adaptação é extremamente curta.

Revisar sistemas antes da virada

ERPs precisam estar atualizados para emitir notas com CBS/IBS.

Formalizar obrigações ainda em 2025

Para garantir isenção na distribuição de lucros acumulados.

Investir em tecnologia desde já

Processos manuais não sustentam o volume futuro.

Comunicar proatividade aos clientes

O cliente só confia em quem demonstra preparo, especialmente ao escolher seu manterá ou não seu contador em 2026.

Automação fiscal para a Reforma Tributária

A Reforma Tributária não vai perdoar escritórios que ainda dependem de cadastros manuais, planilhas improvisadas e conferências feitas “no olho”. O contador de 2026 enfrentará um volume maior de dados, novas regras de crédito, notas emitidas em novos formatos e uma pressão inédita por precisão e velocidade.

É por isso que sua palavra-chave para esse cenário é hiperautomação. E hiperautomação é sinônimo de Sittax, o motor que sustenta uma operação fiscal preparada para a nova ordem tributária. Não é sobre automatizar por automatizar. É sobre impedir que uma falha de CFOP, uma guia atrasada ou um XML inconsistente coloque um escritório inteiro em risco.

Essa virada já aconteceu em escritórios que decidiram atualizar sua operação antes da Reforma chegar, como a Planning, Asbem Assessoria e Ventura Soluções Contábeis. As três empresas já mostram na prática o impacto da automação fiscal para o Simples Nacional.

Ao centralizar apurações, unificar cadastros e eliminar erros recorrentes de XML e CFOP, elas conseguiram padronizar a operação, ganhar tempo e ainda segurança e previsibilidade nas conferências. Todas avançaram para um modelo mais ágil, escalável e preparado para o nível de exigência que o contador de 2026 precisará enfrentar.

Mostre aos seus clientes que seu escritório está preparado!

Conclusão

A Reforma Tributária marca um dos maiores pontos de virada da história fiscal brasileira. Suas mudanças estruturais exigem preparo imediato, adoção de tecnologia, integração com especialistas e uma nova postura do profissional contábil.

O contador de 2026 que compreender a reforma, antecipar ajustes e posicionar-se de forma consultiva terá vantagem competitiva clara. Em contrapartida, a passividade pode levar à perda de clientes, à redução de credibilidade e ao crescimento de riscos tributários.

Ao entender os impactos, se antecipar e abraçar a tecnologia, o contador deixa de ser executor e se posiciona como o estrategista que o mercado moderno exige. Ainda dá tempo, contador! Basta clicar no botão abaixo e falar com um dos nossos consultores.

Contador 2026